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19 dezembro 2011

Manifestantes egípcios incendeiam biblioteca com rara colecção de manuscritos

O Egipto perdeu este fim-de-semana documentos e mapas históricos com mais de 200 anos num incêndio causado quando se registaram confrontos no Cairo entre as forças de segurança e os manifestantes anti-Exército. Entre os manuscritos perdidos estava a cópia original da “Description de L'Egypte”, uma colecção feita por encomenda de Napoleão durante a sua expedição ao Egipto. Dos 200 000 200 mil livros, apenas ficaram intactos 30 mil.
Segundo a CNN, o incêndio no edifício histórico do Instituto Científico Egípcio, que alberga a biblioteca que continha mais de 200 mil livros e documentos, na sua maioria científicos, terá sido causado por um cocktail molotov atirado pelos manifestantes. O incêndio, que esteve descontrolado algumas horas, deflagrou nos andares mais baixos do edifício, tendo depressa alastrado aos superiores.
De toda a colecção do museu, apenas foram retirados intactos do fogo cerca de 30 mil livros. Tudo o resto, desapareceu com as chamas, anunciou Zein Abdel-Hadi, responsável pelas bibliotecas e os arquivos egípcios.
“Perderam-se mapas e manuscritos históricos insubstituíveis que foram preservados durante muitas gerações”, disse em comunicado, citado pela CNN, o primeiro-ministro egípcio, Kamal Ganzouri, destacando a perda da “Description de L'Egypte” (“Descrição do Egipto”). “O Egipto perdeu um tesouro nacional raro na história”, disse.
A “Description de L'Egypte” é uma obra composta por 24 volumes e que conta com o trabalho de 160 investigadores que acompanharam Napoleão Bonaparte na sua expedição ao Egipto entre 1798 e 1801. Nestes livros agora perdidos estava reunida, através de documentos, mapas e artigos, toda a descrição do Egipto, desde a identificação dos monumentos à descrição da fauna e flora do país, passando pelos hábitos, agricultura e comércio dos seus habitantes. Características que tornaram a colecção única no país e numa das mais importantes e valiosas do século XIX.
O Instituto Científico Egípcio é considerado o instituto científico mais antigo do Egipto. Fundado por Napoleão em 1798 durante a invasão francesa no Cairo, o instituto foi criado com a missão de desenvolver e apoiar a investigação de qualidade em diferentes ramos, da biologia à matemática, até à arqueologia.

Fonte: Público

21 outubro 2011

Festival BD da Amadora arranca hoje

A 22ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora arranca hoje, novamente no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, prolongando-se até 6 de Novembro.
A iniciativa começará com fortes restrições orçamentais, mas o cenário de crise não afecta o essencial da programação, este ano dedicada ao humor.
Esta iniciativa é uma das mais relevantes na área da BD em Portugal, sendo promovida pela Câmara Municipal da Amadora.
Em ano de comemorar 22 edições, o Amadora BD que, este ano, se realiza entre os dias 21 de Outubro e 6 de Novembro, irá acolher muitos autores nacionais e estrangeiros que estarão ao fim-de-semana no Festival para participarem em sessões de autógrafos e debates.
O Amadora BD decorrerá até ao dia 6 de Novembro tendo, uma vez mais, o Forum Luís de Camões, na Brandoa, como palco principal. Outras exposições serão descentralizadas por outros espaços da Amadora: Centro Nacional de BD e Imagem (História com Humor), Galeria Municipal Artur Bual (Fernando Relvas), Casa Roque Gameiro (Yara Kono), Recreios da Amadora (AmadoraCartoon - Natalino Melchiades, José Bandeira, Luis Afonso, Effat e Elena Ospina), Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos (José Pires), Escola Superior de Teatro e Cinema (É de Noite que Faço as Perguntas) e Museu Municipal de Arqueologia (João Martins).
No núcleo central do Amadora BD os visitantes podem encontrar dezenas de exposições, sessões de autógrafos (sábados e domingos à tarde), actividades para os mais novos (sábados e domingos de manhã), debates, feira do livro de bd e muita animação.
A inauguração do 22º Amadora BD contará com um espectáculo musical de LINK, numa combinação de ritmos quentes com o Groove da música soul.

Mais informações aqui.

Fonte: Diário Digital e Câmara Municipal da Amadora

20 outubro 2011

"José & Pilar" exibido em Nova Iorque em semana de homenagem a Saramago

Eis uma boa notícia na semana em que foi publicado o romance inédito de Saramago Claraboia.
A notícia que nos deixa a todos orgulhosos é do Público:

O documentário José & Pilar, candidato a uma nomeação para os Óscares, será promovido na próxima semana em Nova Iorque, incluindo a exibição no Museu de Arte Moderna (MoMA), num evento dedicado ao Nobel português da Literatura.
A Semana de Saramago em Nova Iorque, de 26 de Outubro a 1 de Novembro, envolve o Arte Institute e a Fundação José Saramago e contará com a participação da companheira do escritor e presidente da Fundação, Pilar del Río.
No caso do documentário de Miguel Gonçalves Mendes, este dará a conhecer uma faceta mais privada e íntima do Nobel Português José Saramago.
Além de Pilar del Río, Miguel Gonçalves Mendes também estará em Nova Iorque para participar, logo no dia 27, numa sessão de perguntas e respostas na galeria de arte Rooster.
No mesmo dia terá lugar uma Mostra de Cinema Ibérico, no Anthology Films Archives, com a apresentação de curtas-metragens portuguesas e espanholas.
A galeria Sonnabend, dirigida pelo galerista de origem portuguesa António Homem, também se associa à iniciativa, com uma tertúlia dedicada a José Saramago, no dia 30.
No dia 31, terá lugar um concerto de Noiserv, projecto de David Santos (que compôs a banda sonora do filme) no restaurante português Pão.
Na Rutgers University, em Nova Jérsia, visitada por Saramago há 10 anos, o Departamento de Espanhol e Português irá mostrar excertos do documentário José & Pilar, segundo informação divulgada pelo Consulado de Portugal em Newark.
O ponto alto da semana de homenagem será a exibição do documentário no Museum of Modern Art (MoMA), seguido de um cocktail noutro restaurante português, Alfama.
O documentário José & Pilar acompanha a vida pública e privada de José Saramago durante o processo de escrita e lançamento do romance Viagem do elefante.
É um retrato próximo e inédito do escritor português, do relacionamento com a companheira e tradutora, Pilar Del Río, com os seus leitores e com o mundo.
Nos Estados Unidos, a Comissão de Homenagem a José Saramago integra o senador luso-americano Jack Martins, o galerista António Homem e a actriz Daniela Ruah, entre outras personalidades.
Criada em Abril deste ano, a organização sem fins lucrativos Arte Institute organizou no passado verão um Festival de Cinema Português em Nova Iorque (NY Portuguese Short Film Festival), com dezenas de curtas-metragens, a par de mostras de artes plásticas e música portuguesa (Summer Nights Series).

Fonte: Público

19 outubro 2011

João Ricardo Pedro vence Prémio LeYa 2011, no valor de 100.000 euros

Depois de no ano passado, o júri ter decidido não atribuir o prémio, invocando falta de qualidade dos textos apresentados a concurso, João Ricardo Pedro torna-se no terceiro escritor distinguido com o prémio, ao qual concorreram este ano 162 romances. O teu rosto será o último é o livro de estreia do autor, que não tinha até agora nenhuma obra editada, tendo sido escolhido por maioria. "É a minha primeira obra, a minha primeira tentativa de fazer qualquer coisa", diz ao PÚBLICO João Ricardo Pedro, revelando que estava confiante numa vitória. "Se não estivesse à espera, não tinha concorrido."
Para o júri, o livro "é uma composição delicada de histórias autónomas, que se traçam em fios secretos, o romance apoiado em imagens fortes, constrói um perturbador painel do presente português".
"É um livro arriscado e que facilmente toca as pessoas que o lêem e acho que o júri foi tocado", continua o escritor, que achava que podia ganhar, notando, no entanto, que não leu nenhuma das outras obras a concurso.
O júri foi constituído pelos escritores José Castello, Nuno Júdice e Pepetela; o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, José Carlos Seabra Pereira; Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo; e Rita Chaves, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo.
O Prémio Leya foi criado em 2008 no sentido de distinguir um romance inédito escrito em português.
O prémio, de 100 mil euros – e que é o maior em valor pecuniário no domínio da literatura de expressão portuguesa –, foi criado em 2008 com o objectivo de distinguir um romance inédito escrito em português. Nas duas primeiras edições foi conquistado pelo brasileiro Murilo Carvalho, com a obra O Rastro do Jaguar (2008), e pelo moçambicano João Paulo Borges Coelho, com O Olho de Hertzog (2009).

Fonte: Público

01 outubro 2011

Congresso do Livro apresenta estudo sobre o sector livreiro e o impacto da pirataria, em Outubro, na Praia da Vitória

O I Congresso do Livro acontece nos dias 28 e 29 de Outubro no auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, na Ilha Terceira, e em debate estarão a digitalização, as alterações no circuito de comercialização, a legislação e o combate à pirataria no sector. O evento é organizado pela APEL- Associação Portuguesa de Editores e Livreiros.
Logo no primeiro dia, na sessão da tarde, será apresentado o estudo a cargo de uma equipa liderada por Pedro Dionísio do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, sobre o sector da edição e das livrarias e o impacto económico da pirataria, encomendado no âmbito das iniciativas desenvolvidas pela Comissão Contra a Cópia Ilegal, criada este ano na APEL.
Nas seis sessões do Congresso serão abordadas questões preocupantes para o sector como a digitalização e os ‘novos livros’, as alterações do circuito de comercialização, a legislação, o combate à pirataria e à cópia ilegal, os direitos de autor na era do digital, as políticas públicas para com o livro e a leitura.
Em debate estará também o papel da APEL, prevendo a organização definir orientações e recomendações.
O Congresso divide-se em cinco painéis. O primeiro, na manhã do dia 28 de Outubro, intitula-se “O novo paradigma editorial” e nele serão abordados temas como “O livro e a leitura hoje”, “Relações Autor/Editor/Livreiro/Leitor”, “Os novos editores, os novos distribuidores, os novos livreiros” e “O papel dos Media”.
O segundo painel, que ocupará toda a tarde do dia de abertura, é dividido em duas partes e intitula-se “Enquadramento legal”, estando em debate temas como a “Lei do Preço Fixo e o IVA nos livros”, “O Plano Nacional de Leitura”, a “Lei da Cópia Privada e Pirataria na era do digital”, além do estudo realizado pelo ISCTE.
Outros painéis são sobre as mudanças no mercado do livro e o papel da APEL, na manhã do dia 29, e à tarde debate-se “O livro e as novas tecnologias”.
O Congresso contará com a presença dos presidentes da Federação Europeia de Editores, Fergal Tobin, e da Associação Europeia de Livreiros, John McNamee, do director do Bureau International de l’Édition Française, Jean Guy Boin, e do secretário de Estado da Cultura que presidirá à sessão de encerramento.
A conferência de abertura, por Fergal Tobin e John McNamee, intitula-se “O Mundo do livro mudou”, dando o mote ao Congresso que será inaugurado pelo presidente do Governo Regional, Carlos César.

No site do Congresso pode encontrar mais informações sobre o programa e inscrições.

Fonte: Público

29 setembro 2011

Série de livros de “Os Cinco” volta a ser reeditada em Portugal

Quem não se lembra de passar tardes a fio a ler os livros com as fabulosas aventuras d'Os Cinco? Agora as gerações mais novas vão ter a oportunidade de usufruir de uma nova edição dos 21 volumes da série que estavam esgotados em Portugal há vários anos.


Fonte: SIC Notícias

05 maio 2011

Portugueses e Astérix: uma relação com 50 anos

Parabéns ao Astérix: apareceu pela primeira vez em Portugal há 50 anos, no dia 4 de Maio. Os parabens vêm por isso com um dia de atraso, mas mais vale tarde que nunca ;-).
Portugal foi o primeiro país não francófono a publicar as aventuras de Astérix e do seu companheiro Obélix, empenhados na tarefa de defender a sua aldeia gaulesa das tropas romanas de Júlio César.
Os dois companheiros contavam com a ajuda de uma poção mágica na luta contra as tropas romanas e outras personagens como o druída Panoramix, o bardo Cacofonix ou o pequeno cão Ideiafix, preenchiam o imaginário de crianças e adultos.
Os autores, René Goscinny e Albert Uderzo, publicaram a primeira história a 29 de Outubro de 1959, na revista francesa Pilote, e dois anos depois, a 4 de Maio de 1961, era publicada em português.
Passados 52 anos, Astérix continua a ter sucesso, com mais de 300 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, disponíveis em mais de uma centena de línguas e dialectos, incluindo o mirandês. Astérix conta ainda com algumas adaptações para o cinema.

Fonte: jornaldigital

03 maio 2011

Eis uma iniciativa no mínimo audaciosa

Português promove a escrita do romance com mais autores do mundo: 1000!

Aqui fica a notícia do Público:
"O projecto já começou e promete pôr o país a escrever. “É um hino à escrita e à literatura”, diz ao PÚBLICO Pedro Chagas Freitas, explicando que pretende com isto incentivar as pessoas a escreverem.
“É muito rara a pessoa que não tem o desejo de escrever, só que muitas vezes acabam por se inibir ou até pensar que é algo impossível e difícil. Aqui, essas pessoas têm a oportunidade de escreverem uma página da história e fazerem parte de um projecto completamente inovador”, acrescenta o escritor, para quem a ideia surgiu na sequência do Campeonato Nacional de Escrita Criativa e do Livro em Directo, iniciativas também promovidas por si.
O objectivo é sempre o mesmo: “Conseguir fazer com que as pessoas se interessem, mais e mais, pela produção escrita.”
Neste projecto, Pedro Chagas Freitas, que conta já com 15 obras publicadas, escreverá a primeira página e depois cada pessoa ficará encarregue de escrever uma página. Para isso, terão apenas que se inscrever no site
www.escritacriativa.org e escolher a página que querem escrever.
“Já temos dezenas de inscrições e o projecto ainda está no início, o que é um bom sinal. Eu já escrevi o início da história e agora falta alguém que escolha a página dois”, diz Pedro Chagas Freitas, esclarecendo que todos os inscritos até agora não escolheram, “curiosamente”, a segunda página do livro.
Para o lançamento da obra ainda não existe uma data prevista. “Isto é um projecto monstruoso. Estamos a falar de mil pessoas, ou seja, mil páginas. Ainda vai demorar”, atesta o escritor. Mas garante: “No fim o livro terá uma festa de lançamento à altura.”
“A ideia é juntar os autores todos, mais os seus convidados, familiares e amigos, num evento único. Normalmente um lançamento de um livro junta cerca de 200 a 300 pessoas, aqui o objectivo é juntar milhares”, conclui. "
            
Inscrevam-se! Nunca se sabe o que daqui poderá sair...

20 abril 2011

The Great Gatsby: uma das casas que poderá ter inspirado o romance foi destruída

Os bulldozers reduziram a pó uma mansão de Long Island que alguns estudiosos identificam como tendo sido descrita na obra clássica de F. Scott Fitzgerald: “O Grande Gatsby”.
A mansão foi construída na década de 1920, durante “os loucos anos 20” e serviu de morada inicial ao director-executivo do jornal New York World, que se fazia rodear da elite norte-americana de então, incluindo o escritor F. Scott Fitzgerald, que por várias vezes frequentou a casa em serões de convívio.
Porém, a casa estava actualmente bastante degradada. Do glamour dos anos 20 já tinha muito pouco.
Bert Brodsky, fundador e presidente de uma empresa tecnológica na área da saúde, comprou a casa colonial em 2004 à sua anterior proprietária. O empresário esperava instalar-se na gigantesca mansão com cerca de 20 quartos, mas a família não quis mudar-se para uma propriedade tão grande. A casa foi, assim, colocada à venda.
A partir de então - sempre com a casa à venda mas sem interessados - Brodsky começou a pedir permissão para dividir o enorme terreno em parcelas mais pequenas para a construção de novas habitações com uma área mais reduzida.
O processo demorou vários anos mas, finalmente, as autoridades deram autorização para a divisão do terreno, no início deste ano. Uma vez que a casa não foi considerada um edifício histórico nada obsta à sua destruição. As obras de destruição deverão ficar completas durante o dia de hoje.
O que fica por determinar é se Fitzgerald estava mesmo a descrever a mansão de Lands End quando escreveu no seu clássico a seguinte passagem: cheerful red-and-white Georgian Colonial mansion, overlooking the bay, na qual viviam Daisy e Tom Buchanan, personagens centrais da obra “O Grande Gatsby”.
Alguns estudiosos acreditam piamente que sim, que se trata da mesma casa, mas outros dizem que esta teoria é enganadora e destituída de lógica, uma vez que outras descrições geográficas constantes na obra tornam impossível que esta seja a casa em questão.
Verdade ou não, a casa já não está de pé. Quaisquer estudos futuros que se quisessem fazer ficaram inviabilizados.
Afinal não é só em Portugal que estas coisas acontecem...

Fonte: Público

11 abril 2011

81ª Feira do Livro de Lisboa : já estamos em contagem decrescente

Este ano a 81ª Feira do Livro de Lisboa realizar-se-á entre 28 de Abril e 15 de Maio, no Parque Eduardo VII.
De acordo com a APEL, será dado lugar de relevo ao livro, seus autores e outros intervenientes, fazendo deste espaço um local privilegiado para todos aqueles que procuram incrementar os seus hábitos de leitura, à semelhança do que tem vindo a acontecer já em anos anteriores.
Depois de Lisboa, será o Porto a receber a 81ª Feira do Livro que terá lugar de 26 de Maio a 12 de Junho, na Avenida dos Aliados.
Com a organização destes dois eventos a APEL pretende organizar um evento que pressupõe a promoção e difusão do livro em língua portuguesa, fomentar os hábitos de leitura dos portugueses e melhorar o seu nível de literacia.

Se puder não deixe de visitar a Feiro do Livro, onde poderá fazer compras a preços mais convidativos.

Fonte: APEL

06 abril 2011

Cata Livros: novo projecto da Casa da Leitura

A Casa da Leitura lançou ontem, dia 5 de Abril, o seu novo projecto Cata Livros. Destinado a jovens leitores o projecto, tem por objectivo usar a internet para os aproximar de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, num modelo que, sem perder rigor científico, assenta no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos.

Neste site podemos encontrar as obras Estranhões & bizarrocos de José Eduardo Agualusa e A charada da bicharada, e entrevistas com José Eduardo Agualusa, bem como com Matilde Rosa Araújo.

Numa primeira visita ao site parece-me um conceito bastante interessante, mas algo confuso na navegação pouco intuitiva. É certo que ainda está no início e que muito provavelmente ainda virá a ser melhorado. De qualquer das formas, vale a pena visitar e ficar atento a futuros desenvolvimentos que, estou certa, virão a ser feitos.

Fonte: Casa da Leitura   

01 fevereiro 2011

Casa-Museu de Saramago deve abrir as portas a 18 de Março

Há dias li uma notícia no Público que me deixou com uma imensa vontade de ir a Lanzarote: a Casa-Museu de Saramago deve abrir as portas a 18 de Março.
Adoro os livros de Saramago, desde que comecei a ler os seus livros na Faculdade, já lá vão uns bons 16 anos, que fiquei impressionada com a sua ironia e sagacidade e profundo conhecimento da humanidade, no que esta tem de melhor e de pior. Estava na altura a ler O ensaio sobre a cegueira.
Hoje, depois de muitas leituras, ainda que não todas as que ainda gostaria de ler, sinto uma profunda tristeza por saber que já não está entre nós o homem que tantas emoções e consciências despertou. É triste saber que não mais voltará a escrever e que apenas o podemos reencontrar quando relemos os seus livros.
Talvez que uma visita à Casa-Museu de Lanzarote ajude a mitigar a saudade… Segundo o Público, estará acessível não só a biblioteca que o escritor ali reuniu, mas também o escritório onde Saramago escreveu Ensaio sobre a cegueira.

Deixo aqui um excerto da notícia que achei particularmente comovente:

"[…] Um dos momentos mais tocantes da conversa com os leitores do El País aconteceu quando Pilar foi confrontada com uma afirmação de Saramago no documentário, na qual ele diz que o céu não existe. “Onde está Saramago agora?”, perguntou o leitor. Pilar respondeu que o escritor está nos livros que escreveu. “Ele dizia que cuidássemos de cada livro que abríssemos porque, lá dentro, havia uma pessoa”, disse. Saramago, acrescentou, “está na música que ouviu, nos quadros que viu, nos livros que acariciou e, perdoem-me, está também no meu corpo”.

Fonte: Público




05 janeiro 2011

Sem alternativa

BAD 11-13 Vai valer a pena!… pois tem mesmo que valer a pena, uma vez que não há nenhuma alternativa à única lista candidata à eleição para os órgãos nacionais da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas no dia 12 de Janeiro de 2011.
Sem querer pôr em causa o valor da única lista candidata (não é disso que aqui se trata), acho muito triste e até sintomático do marasmo em que os profissionais da nossa área se encontram que não haja uma pluralidade de propostas, nem que fosse apenas mais uma, para que, de facto, houvesse uma possibilidade de escolha.
Talvez este facto se deva, em muito, à falta de identificação que muitos profissionais sentem com a associação que é suposto representar os seus interesses e dar voz aos anseios profissionais de toda uma classe que tem assistido nos últimos anos à perda do reconhecimento da especificidade da sua formação, nomeadamente com a actual política de carreiras na Administração Pública. A ideia que passa é que qualquer pessoa licenciada pode trabalhar numa Biblioteca, mesmo que não tenha formação académica específica na área. Em vez de evoluirmos e sermos mais exigentes com as qualificações, assiste-se a um retrocesso incompreensível. Há dias em que penso que assim as nossas bibliotecas arriscam-se a ter funcionários sem qualquer perfil para os serviços que têm de prestar à população e que afinal nada disto… vai valer a pena!

06 novembro 2010

II Congresso Internacional Fernando Pessoa, no Teatro Aberto

A Casa Fernando Pessoa, entidade promotora da divulgação e estudo da obra do poeta, organiza, de 23 a 25 de Novembro, o II Congresso Internacional Fernando Pessoa, no Teatro Aberto.
Este congresso visa debater visões, modos de interpretar e perspectivas de especialistas nacionais e estrangeiros que dedicam parte das suas vidas a aprofundar a incomparável obra de Fernando Pessoa e contará com a presença de alguns dos mais influentes nomes do estudo da obra Pessoana.
As inscrições para o congresso (limitadas a 250, e com condições especiais para estudantes) estão abertas na Casa Fernando Pessoa (Rua Coelho da Rocha, 16). A cada participante será entregue um diploma no final do Congresso.

Preço
Estudantes: 20€ Professores: 30€ Geral: 50€

Veja aqui mais informações


28 outubro 2010

Autarquia criticada por manter arquivo histórico "encaixotado"

Vale a pena ler este artigo do DN:


“Movimento quer saber a razão de documentação estar vedada aos liboetas há oito anos. Maria Filomena Mónica é uma das personalidades que defende a reabertura do arquivo.

"Acho inacreditável que o arquivo histórico de Lisboa esteja vedado ao público há tanto tempo." As palavras são da escritora Maria Filomena Mónica, numa altura em se completam oito anos desde o dia em que as portas deste arquivo foram fechadas pela autarquia. A historiadora elogia a iniciativa do Fórum Cidadania LX, que terá solicitado à vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, durante o dia de ontem, uma audiência sobre o assunto. "Só não estarei presente se não estiver no continente", disse Filomena Mónica, justificando que terá de se deslocar "nos próximos dias aos Açores para apresentação de um livro" seu.
A solicitação do Fórum Cidadania Lx terá sido enviada durante a manhã de ontem, mas, ao fim da tarde, a autarquia garantiu que ainda não tinha recebido nada.
O DN consultou o site da Câmara Municipal de Lisboa, onde é possível ler que "o arquivo histórico se encontra instalado desde 2004 no Bairro da Liberdade, junto da Estação dos Caminhos de Ferro de Campolide". No texto online é ainda referido que "actualmente, mediante marcação prévia, os leitores podem consultar a documentação que se encontra microfilmada".
Porém, a versão é desmentida no documento enviado a Catarina Vaz Pinto, onde é dito que o serviço está fechado ao público e que será reaberto em Campolide: "Diz--se agora que a ideia de V. Exa. é reabrir definitivamente o arquivo histórico no edifício de Campolide." "Uma solução sem dignidade", visto que o espaço referido, onde actualmente se encontra o arquivo intermédio, foi concebido para ser "garagem".
Paulo Ferrero, membro do Fórum Cidadania Lx, acrescenta ainda que "o arquivo histórico está em Campolide, mas está todo encaixotado, não sendo possível consultar qualquer documentação". Além da inacessibilidade à documentação é ainda criticado o local, alegadamente, escolhido. "Há muito património com valor cultural em Lisboa, facto que torna inaceitável que o arquivo histórico esteja num bairro de habitação social, como é o Bairro da Liberdade", salienta a mesma fonte.
Maria Filomena Mónica diz ser impossível ficar indiferente a tudo o que está a acontecer em torno deste arquivo. Sem dirigir qualquer crítica à localização do arquivo, a escritora salientou que o que a move nesta luta é a conservação do património cultural. "Irei a essa audiência unicamente com o objectivo da preservação do património e da abertura do arquivo aos cidadãos", esclareceu.
Caso a audiência seja viabilizada, há mais personalidades que estarão presentes ao lado do Fórum Cidadania Lx: "Teremos a honra de ser acompanhados, em princípio, por Maria Filomena Mónica, Marina Tavares Dias e Rui Tavares." No arquivo histórico de Lisboa encontra-se a documentação mais antiga de todo o acervo do Arquivo Municipal. Entre estes documentos encontram-se o traslado do Foral de 1179, o Foral Manuelino, o Cartulário Pombalino e os valiosos espólios de Neves Águas, José Luís Monteiro e dos arquitectos Cassiano Branco, Keil do Amaral e Ruy Athouguia. “

Fonte: DN

 
Assim vai o nosso património. É esta a consideração que os decisores têm pelo nosso património histórico. Continua-se a fazer muitas conferências onde se exalta a importância da leitura, das bibliotecas e arquivos, do nosso património cultural e histórico, mas a prática anda muito longe do desejável. As nossas bibliotecas e arquivos andam pelas ruas da amargura e a culpa é de todos nós que permitimos que tal aconteça. Em última instância, somos nós que escolhemos/elegemos os políticos que dirigem este país e ditam ridículas políticas culturais. Custa-me dizer isto, mas cada país tem os políticos que merece. E os nossos são tão maus…

06 setembro 2010

Prémio “Access to Learning Award” da Fundação Bill e Melinda Gates 2011

Estão abertas candidaturas ao prémio anual Access to Learning Award da Fundação Bill e Melinda Gates. Este prémio, no valor de 1 milhão de dólares, destina-se a premiar as bibliotecas públicas, e instituições congéneres, que desenvolvam projectos inovadores de difusão do acesso livre e gratuito à informação, mediante o uso de computadores e de ligação à Internet.
Podem candidatar-se bibliotecas de todos os países, excepto Estados Unidos da América, sendo especialmente encorajadas a concorrer entidades que sirvam populações desfavorecidas.
Em edições anteriores foram já premiadas, entre outras, bibliotecas e programas da Colômbia, México, Austrália, Nepal e Dinamarca.
O prazo de candidaturas termina a 30 de Setembro (já falta muito pouco tempo!).

Para mais informações, e para obtenção do formulário de candidatura, consulte o sítio Bill & Melinda Gates Foundation.

Aqui poderá também encontrar informação sobre anteriores vencedores do prémio.





Não era bom uma biblioteca portuguesa poder vir a usufruir de um prémio destes? Já imaginaram o bom que seria para muitas das nossas pequenas bibliotecas virem a receber 1 milhão de dólares para desenvolver os seus projectos? O pior é que muitas ainda não têm sequer computadores com ligação à Internet dignos desse nome… Para as bibliotecas que preencham os requisitos é uma oportunidade a não perder: basta usar a criatividade e desenvolver um bom projecto. O Ideias e letras estará atento a futuros desenvolvimentos.

12 agosto 2010

As Palavras andarilhas regressam a Beja, a Cidade dos Contos, de 16 a 18 de Setembro

De 16 a 18 de Setembro as Palavras Andarilhas regressam a Beja para a sua XI edição. Promovidas pela Câmara Municipal de Beja e pela Associação de Defesa do Património, as Palavras andarilhas, que se realizam na Biblioteca Municipal de Beja, são uma referência no mundo da promoção da leitura e da narração oral. Durante 3 dias cerca de 300 andarilhos participam no encontro de Aprendizes do Contar, encontro de natureza formativa, composto de conferências e oficinas, que visa potenciar as práticas dos mediadores de leitura portugueses.
Com uma parte do evento aberto ao público em geral, o Festival de Narração Oral Eu conto para que tu sonhes, contará com as presenças de Cristina Verbena, Pep Nicolás Buena Ventura Vidal, Luís Carmelo, Thomás Back, Angelo Torres e Rodolfo de Castro.
Desta última edição destaca-se a homenagem aos 40 anos de carreira literária de António Torrado: Glória Bastos, Emília Traça, Natália Pais, João Mota, Rui Marques Veloso, Leonor Riscado, Isabel Minhós Martins serão alguns dos convidados que darão este Abraço a um dos maiores escritores da literatura para a infância em Portugal.
A II Maratona de Leitura, decorrerá dia 18 de Setembro, convidando todos os que nela quiserem participar a dar voz aos textos de Matilde Rosa Araújo.
Para mais informação descarregue o Programa da XI edição das Palavras Andarilhas que inclui as fichas de inscrição para o Encontro, Oficinas e Estafeta de Contos.

Fonte: Câmara Municipal de Beja

05 agosto 2010

Novos Kindle da Amazon esgotam em seis dias

Os novos Kindle são mais leves e rápidos, mais baratos, têm mais capacidade de armazenamento de dados e ligação wireless à Internet. O mais barato custa 105 euros, mas estão esgotados pelo menos até 4 de Setembro.
A procura dos novos Kindle da Amazon, lançados a 28 de Junho, foi tão grande que a empresa norte-americana já anunciou que os clientes que pretendam comprar os produtos têm de esperar cerca de um mês para poder voltar a fazê-lo.
O dispositivo de leitura de ebooks mais barato custa 139 dólares, pouco mais de 105 euros, mas o produto está esgotado “devido à forte procura por parte dos clientes.”
E o mesmo acontece com a versão mais cara, o Kindle com ligação 3G e com Internet sem fios, que custa 189 dólares.
A Amazon ainda não cedeu números relativos à venda dos aparelhos, mas já anunciou que o Kindle, nas suas várias versões, é o produto mais procurado da página da empresa.
A multinacional americana de avançou, pouco tempo antes do lançamento das duas versões mais recentes do leitor, que o crescimento de vendas do dispositivo triplicou desde que o preço desceu dos 259 para os 189 dólares, em Junho desde ano.
Por outro lado, segundo comunicou a empresa em Julho, por cada 100 livros de capa dura comercializados, a Amazon conseguiu vender, ao longo dos últimos três meses, 143 livros electrónicos.

A primeira versão do Kindle saiu para o mercado em 2007.

 
Fonte: Público

03 agosto 2010

BNP apoia investigadores com compromissos inadiáveis, de 15 de Novembro 2010 e 1 de Setembro de 2011

A identificação e apoio individualizado aos leitores que tenham investigações inadiáveis durante o período de encerramento da principal sala de leitura da Biblioteca Nacional de Portugal [BNP], entre 15 de Novembro 2010 e 1 de Setembro de 2011, é uma das principais medidas anunciadas pelos seus responsáveis para minorar as restrições que os investigadores sofrerão durante as obras de renovação.
Em nota enviada hoje à comunicação social, foi ainda revelada a disponibilização online de um directório de bibliotecas alternativas à BNP, de um outro, futuramente, contemplando os "principais catálogos colectivos e de colecções de recursos digitalizadas das bibliotecas portuguesas” e o estabelecimento de acordos para o acolhimento dos portadores de cartão de leitor da BNP noutras bibliotecas.
Neste momento, já estão estabelecidas parcerias com a Academia de Ciências de Lisboa, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Assembleia da República, Biblioteca Central da Marinha, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Sociedade de Geografia de Lisboa, Hemeroteca de Lisboa, e também com a rede de bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa e da Universidade de Coimbra.
O encerramento, anunciado no início de Junho e considerado inaceitável pelos investigadores e incontornável pela BNP, originou uma vaga de contestação que se concretizou numa petição online contra o fecho que recolheu, até hoje, 3960 assinaturas.
As medidas agora reveladas pretendem assim serenar os investigadores que reclamaram da pouca antecedência com que foi anunciado o encerramento e que faria perigar, por exemplo, bolsas de investigação já atribuídas.
A BNP procede neste momento à identificação de investigadores, nomeadamente os “dos programas Ciência da FCT [Fundação para a Ciência e Tecnologia], bolseiros da FCT, de projectos financiados FCT ou coordenadores dos mesmos”. Este serão posteriormente contactados, “tendo em vista a análise das suas necessidades inadiáveis, não supríveis até ao encerramento dos serviços da BNP e sem alternativa noutras instituições”. É ainda pedido aos investigadores que preencham estes requisitos que contactem a biblioteca para a marcação de uma entrevista de análise ao seu caso.

Para mais informações consulte o site da BNP.

Fonte: Público

Pasme-se...

Até percebo que o espaço para armazenamento de publicações não seja infinito e que a qualidade de algumas obras fique um pouco aquém do desejado, mas será que não há alternativas? Por exemplo imprimir menos exemplares das obras. Será que de entre todas essas publicações não existirão algumas cuja qualidade justifique a sua oferta às nossas bibliotecas públicas e escolares que se debatem, na esmagadora maioria dos casos, com fundos envelhecidos por falta de meios económicos? Não se pretende, de forma alguma, encher as bibliotecas de livros inúteis, mas sim actualizar as colecções das bibliotecas com as obras que tenham qualidade e pertinência para encontrar nas suas instalações novos leitores. Não sei até que ponto isto é possível, mas poderia ser, pelo menos, equacionado…



Fontes: Livros Sapo e Thysanura