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30 março 2011

ALMA, prémios e bibliomóveis


Foi ontem divulgado o prémio ALMA para o qual estava nomeado Nuno Marçal com o Bibliomóvel de Proença-a-Nova. Infelizmente não foi ele o premiado. O prémio foi atribuído a Shaun Tan, autor, ilustrador e promotor da leitura australiano de 37 anos.
Deixo aqui, no entanto, uma palavra de apreço a Nuno Marçal pelo trabalho que tem vindo a desenvolver. Este reconhecimento é extensível a todos os que como ele fazem da promoção da leitura um modo de vida e dos bibliomóveis um instrumento de divulgação do livro e da leitura. Felizmente por este país fora existem vários bibliomóveis como o de Proença-a-Nova.

29 março 2011

Bibliotecárias e estereótipos

Para animar um pouco as coisas... eis uma pérola que encontrei no Youtube sobre  os estereótipos da nossa profissão. Divirtam-se!



Fonte: Youtube

02 março 2011

Bibliotecários municipais e professores-bibliotecários: fortes candidatos ao Survivor

Ser bibliotecário é cada vez mais uma opção que denota total falta de juízo. Senão veja-se:

Deixou de haver uma carreira específica, passámos todos para as carreiras e categorias gerais da Administração Pública, somos apenas técnicos superiores, perdemos o "de biblioteca e documentação", abrindo-se assim caminho para a contratação de pessoas sem as qualificações adequadas e até então exigidas.
Em Julho foi a vez dos bibliotecários escolares verem a sua importância ser posta em causa com a portaria 558/2010 que, às portas de mais um ano lectivo, reduzia (ainda mais) os recursos humanos nas bibliotecas escolares. Agora com a portaria 76/2011 consolida-se o ataque às bibliotecas escolares. Por este andar daqui a pouco estarão a funcionar em auto-gestão. É só uma questão de tempo e de mais alguns diplomas certeiros como estes.
Penso que a senhora ministra da educação não estará bem a par da realidade vigente no nosso país. Por mais RBEs e SABEs que se criem as escolas têm de ter professores bibliotecários e demais recursos humanos que garantam o regular funcionamento das bibliotecas escolares. Estas têm de ser devidamente geridas e dotadas de profissionais que possam desenvolver um trabalho efectivo na biblioteca.
No país real não se pode estar a contar que os protocolos assinados com as autarquias resolvam todos os problemas, até porque a maioria das bibliotecas municipais debatem-se elas mesmas com falta de pessoal para assegurar o seu próprio trabalho e serviços. Por vezes, até para assegurar os serviços mínimos de abertura ao público as bibliotecas, por esassez de pessoal, têm de desenvolver um complexo sentido de equilíbrio. Tomara as bibliotecas municipais conseguirem resolver os seus próprios problemas, quanto mais quererem que, num passe de mágica, resolvam também os das bibloteas escolares. A grande maioria não está preparada para arcar com todo o trabalho que lhe querem passar das bibliotecas escolares. Não basta assinar protocolos. Se se pretende esvaziar ainda mais as bibliotecas escolares, há que dotar, efectivamente, as bibliotecas municipais de pessoal qualificado que possa desenvolver as actividades das bibliotecas municipais e das escolares que querem pôr sob a sua alçada. É tão simples quanto isto. Por muito que se queira é impossível fazer milagres. Muito já nós fazemos, qual MacGyver das bibliotecas, sempre dispostos a dar o nosso melhor com os míseros recursos que as entidades responsáveis nos dão. Somos como as baratas: temos uma imensa capacidade de resistência. Por mais que nos ataquem não conseguem acabar com o nosso espírito e motivação. É este o verdadeiro significado da resiliência.

02 fevereiro 2011

What do you want from me???? de David Lambert

Hoje está a ser um dia difícil. Só me apetece gritar What do you want from me???? O melhor mesmo é animar isto um bocadinho...



Fonte: Youtube

05 janeiro 2011

Sem alternativa

BAD 11-13 Vai valer a pena!… pois tem mesmo que valer a pena, uma vez que não há nenhuma alternativa à única lista candidata à eleição para os órgãos nacionais da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas no dia 12 de Janeiro de 2011.
Sem querer pôr em causa o valor da única lista candidata (não é disso que aqui se trata), acho muito triste e até sintomático do marasmo em que os profissionais da nossa área se encontram que não haja uma pluralidade de propostas, nem que fosse apenas mais uma, para que, de facto, houvesse uma possibilidade de escolha.
Talvez este facto se deva, em muito, à falta de identificação que muitos profissionais sentem com a associação que é suposto representar os seus interesses e dar voz aos anseios profissionais de toda uma classe que tem assistido nos últimos anos à perda do reconhecimento da especificidade da sua formação, nomeadamente com a actual política de carreiras na Administração Pública. A ideia que passa é que qualquer pessoa licenciada pode trabalhar numa Biblioteca, mesmo que não tenha formação académica específica na área. Em vez de evoluirmos e sermos mais exigentes com as qualificações, assiste-se a um retrocesso incompreensível. Há dias em que penso que assim as nossas bibliotecas arriscam-se a ter funcionários sem qualquer perfil para os serviços que têm de prestar à população e que afinal nada disto… vai valer a pena!